Preparação doméstica para desastres

Seu endereço tem um risco. Sua casa pode ter um plano.

Digite seu CEP: você vê o histórico de enchente, vendaval e deslizamento do seu município, com a fonte de cada dado. E sai com a lista do que ter em casa para atravessar os primeiros dias, na quantidade certa para a sua família.

Mochila de saída cinza aberta, mostrando mapa, lata de conserva, kit de primeiros socorros e canivete; ao lado, um lampião aceso e duas garrafas de água

O que é o Preparo

Não é bunker. É cuidado com a casa.

Como calculamos o risco

O Preparo nasceu no Sul do Brasil, depois das enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul. Você dá o CEP; a gente olha o histórico de desastres do seu município e monta um plano para a sua casa: o que ter em mãos, em que quantidade, e o que fazer quando um evento estiver chegando.

Ninguém impede uma enchente. Mas dá para decidir, com antecedência, quantos dias a sua casa aguenta sem luz, sem água ou sem conseguir sair da rua. É disso que o Preparo trata. Sem estética de bunker, sem tom de apocalipse: é cuidado com a casa, como um bom modo de preparo. É para quem cuida da logística de uma casa comum e nunca parou para pensar no assunto, inclusive quem mora sozinho ou com idosos.

5.570
municípios do Brasil no catálogo
0 a 5
grau por ameaça, com fonte citada
8
tipos de desastre avaliados

Como funciona

Risco do seu endereço

Histórico de eventos do seu município, com fonte citada. Nada de checklist genérico.

Kit priorizado

A lista de itens e as quantidades para o tamanho da sua casa e da sua família, do essencial ao que pode esperar.

Modo emergência

Plano resumido, contatos e canais oficiais do seu município, prontos para quando precisar.

Os desastres mais comuns no Brasil

Maquete de um quarteirão com prédios alagados até o primeiro andar, água parada e dois carros submersos na rua

Inundação

Cheia lenta que sobe ao longo de dias, comum em bacias urbanas do Sul do país.

Maquete de um vilarejo entre morros verdes, com uma correnteza de lama passando entre as casas e carregando destroços

Enxurrada

Água que sobe em minutos após temporais. Maior risco em áreas de drenagem limitada.

Maquete com árvores tombadas e troncos partidos, um poste inclinado com o fio solto e galhos espalhados pelo chão

Vendaval / ciclone

Ciclones extratropicais trazem rajadas fortes e podem derrubar a energia por dias.

Maquete de uma casa de telhado cerâmico com um buraco aberto pelo granizo, pedras caindo e acumuladas no gramado

Granizo

Tempestades de verão na serra trazem granizo que danifica telhados e veículos.

Maquete de uma encosta de floresta que cedeu sobre a estrada, com terra e pedras cobrindo a pista e um carro parado diante delas

Deslizamento

Encostas urbanas cedem após chuva prolongada, recorrente em áreas de morro.

Maquete de um leito de rio seco e terra rachada, com uma árvore sem folhas, uma casa e um reservatório de água vazio

Estiagem

Períodos secos prolongados afetam o abastecimento de água em várias regiões do país.

De onde vêm os dados

Todo grau de risco é rastreável a uma fonte pública, e a nota diz de onde veio. Boa parte da base ainda é estimativa regional: preferimos mostrar isso a fingir precisão que não temos.

1.073municípios
Curadoria manual

Mapeamento oficial da própria cidade, onde as bases federais não chegam. Fonte e link em cada linha.

1.522municípios
Setorização SGB/CPRM

Setores de risco levantados em campo pelo Serviço Geológico do Brasil.

1.300municípios
Histórico S2ID

Registros de decretação de emergência da Defesa Civil.

5.570municípios
Estimativa regional

Onde ainda não há dado da cidade, usamos a média da região como piso.

Os números se sobrepõem: um município pode ter uma ameaça vinda de dado real e outra ainda estimada. Hoje 2.619 dos 5.570 municípios têm pelo menos uma nota apoiada em levantamento de campo ou registro oficial.

Fontes ativas

Histórico de desastres
S2ID / Defesa Civil

Danos Informados de 2022. Os demais anos ainda não foram carregados.

Suscetibilidade
SGB / CPRM: Setorização de Risco

1.554 municípios. Cobre Porto Alegre, Manaus, Fortaleza e Florianópolis; não cobre Rio, São Paulo, Recife, Salvador, Petrópolis e Blumenau, que têm mapeamento municipal próprio, citado abaixo.

Suscetibilidade
GeoRio (Fundação Instituto de Geotécnica)

Mapeamento de suscetibilidade a escorregamentos do Rio de Janeiro, escala 1:10.000, desde 2010. ArcGIS REST aberto. Licença: CC-BY (data.rio).

Suscetibilidade
IPT / CPRM: Carta de Suscetibilidade de São Paulo

Escala 1:25.000, 407 áreas de risco mapeadas. Disponível no sistema Datageo e no repositório CPRM.

Suscetibilidade
CODESAL (Defesa Civil de Salvador)

187 áreas de risco geo-hidrológico mapeadas (2016–2026), 11 sirenes, 15 estações geotécnicas CEMADEN.

Suscetibilidade
SEDEC (Defesa Civil do Recife)

21 setores de risco alto e muito alto. Dados abertos em GeoJSON. Licença: ODbL (dados.recife.pe.gov.br).

Suscetibilidade
URBEL (Companhia Urbanizadora de Belo Horizonte)

Diagnóstico de risco geológico em 216 vilas e favelas. PEAR ativo desde 1994. Licença: CC-BY (dados.pbh.gov.br).

Suscetibilidade
DRM-RJ: Cartografia de Riscos de Petrópolis

PMRR com cartografia de escorregamentos nos 5 distritos. Reavaliação pós-2022. PDF e mapa interativo públicos.

Suscetibilidade
AlertaBlu / CEOPS-FURB: Defesa Civil de Blumenau

APR (Áreas com Potencial de Risco), mapa de cotas de enchente, monitoramento geológico e meteorológico contínuo.

Histórico de desastres
Atlas Digital de Desastres (S2ID/UFSC/MIDR)

Base completa 1991–2025, todos os 5.570 municípios. Download público em CSV (86 MB). Licença: dados abertos, uso permitido com atribuição.

Curadoria manual
Curadoria RS (ANA Atlas) + SC (Atlas Digital + CPRM)

RS: 346 municípios do Atlas de Risco a Inundações (ANA/SEMA/DC RS). SC: 33 municípios com enxurrada elevada por curadoria manual integrando Atlas Digital e Setorização CPRM.

Curadoria manual
Fontes municipais: Rio, São Paulo, Recife, Salvador, Petrópolis, Blumenau, Belo Horizonte

Pesos elevados com base em mapeamento oficial local. Cada linha tem justificativa e fonte no banco.

Panorama
CEMADEN: Estado do Clima 2025

Usado no panorama nacional, não no cálculo do risco por município.

Alertas meteorológicos
INMET (apiprevmet3)

Consultado em tempo real no modo emergência. Não substitui alerta da Defesa Civil.

Chuva observada
CEMADEN / PED
Catálogo de municípios
IBGE (localidades)
CEP → endereço
ViaCEP
Geocoding
OpenStreetMap / Nominatim
Altitude do endereço
Open-Elevation
Elevação do terreno
Terrarium / AWS

Só no simulador de cotas, que é ferramenta de estudo.

Suscetibilidade
Municípios prioritários (Casa Civil/MDR)

1.942 municípios mais suscetíveis a deslizamentos, enxurradas e inundações, conforme Nota Técnica 1/2023 (atualizada em 2025). Critérios: óbitos, desalojados, frequência de desastres e vulnerabilidade a inundações. Licença: dados abertos públicos.

Suscetibilidade
Atlas de Risco a Inundações do RS (ANA/SEMA/Defesa Civil RS)

346 municípios classificados (43 muito alto, 82 alto, 108 médio, 113 baixo). Shapefile em metadados.snirh.gov.br (registro 62980619-ed9f-44f3-910c-2177af70c73a). Licença: dados abertos públicos (governo federal e estadual).

Ainda não integradas: ANA, Demais Defesas Civis estaduais. Estão mapeadas, mas não entram no cálculo hoje.

Metodologia completa e limites

O plano não evita o desastre. Ele te deixa de pé.

Todos os 5.570 municípios do Brasil têm perfil de risco. Responda cinco perguntas sobre a sua casa e monte a lista do que ter em mãos, na quantidade certa para atravessar os primeiros dias sem luz, sem água ou sem estrada.

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